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Falar de Ciência Natural e Rock and Roll
Lei da conservação da massa (Lei de LEVOISIER)
"Na natureza nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma" ANTOINE LAURENT LAVOISIER (1743 - 1794)
A expressão que o Sr. Herbert Spencer emprega "a persistência do mais apto", é a mais exata e algumas vezes mais cômoda. A Origem das Espécies - Charles Darwin ( 1809 - 1882)
“Nada em biologia faz sentido senão sob a luz da evolução”. Theodosius Dobzhansky (1900- 1975)
A expressão que o Sr. Herbert Spencer emprega "a persistência do mais apto", é a mais exata e algumas vezes mais cômoda. A Origem das Espécies - Charles Darwin ( 1809 - 1882)
“Nada em biologia faz sentido senão sob a luz da evolução”. Theodosius Dobzhansky (1900- 1975)
terça-feira, 7 de abril de 2015
quinta-feira, 26 de julho de 2012
LIXO E CIVILIZAÇÃO
Produzir lixo é inevitável. Toda atividade humana envolvem, em maior ou menor grau a produção de lixo. A humanidade vive ciclos de desenvolvimento, um ciclo em que o consumo é muito valorizado e tudo termina sendo classificado como lixo. No entanto, chegamos ao maximo do desperdício e da irresponsabilidade na exploraçao dos recursos do planeta.
Fazemos parte de um sistema construído para que o caminho da
produção e bens, desde a matéria-prima, passando pelas etapas de
produção industrial até o consumo final e descarte, seja linear, o bem
que adquirimos é usado, vira lixo, é enterrado e sai de nossas vidas,
encerrando o ciclo. Para que esse sistema linear perdure, é necessário
consumir mais matéria-prima, o que significa degradar o planeta.
Os problemas com o lixo se agravam a cada dia. Nossa relação com o lixo revela os valores que possuímos, como a relação com o consumo e o desperdício, e a impressão de que os recursos naturais são inesgotáveis. Revela ainda a relação com a autoridades, quando delegamos a outros a responsabilidade pelo destino do lixoque nós mesmos produzimos. A maioria das ações que podemos exercer sobre esssa questão são individuais. Assim, é você quem irá decidir o que vai comprar, em que quantidade, como coletar o lixo e encaminhar ao seu destino final.
No entanto, sua descisões têm um limite, que é estabelecido por quem detém o poder de produção e comercialização dos bens de consumo. Essas pessoas tomam descisões que afetam o seu consumo, a não ser que você se recuse sistematicamente a consumir produtos fora dos padrões qu você idealiza.
O poder público deve promover políticas que favoreçam o funcionamento consciente de toda a cadeia de produção e destino do lixo. E os produtores comerciantes devem considerar a geração de lixo e as formas de diminui-la.
O ideal é a adoção de um sistema ceircular, em que o lixo seja reaproveitado e seua materiais façam parte do ciclo novamente. Nesse sentido, a tecnologia de reciclagem é peça fundamental na economia de recursos naturais, pois visa aprimorar a taxa de reciclagem de materias, a qualidade dos materias reciclados e a viabilidade econômica e ambiental dos processos industriais envolvidos.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Influência antrópica compromete estudo na caverna
No
dia 20 de fevereiro de 2012 foram iniciados estudos de detalhe na caverna
intitulada “Casa de Pedra” no município de Palmital, Paraná. Esses estudos
buscam comprovar cientificamente que a caverna se trata de um tubo lávico de
mais de 100 milhões de anos. No país ainda não haviam sido identificados tubos
lávicos como esse, o que o torna uma evidência científica de suma importância
para que seja compreendido como ocorreram os derrames de lavas da Formação
Serra Geral.
Os
estudos se concentram na classificação química das rochas, nas estruturas
internas e na morfologia da caverna. A geomorfologia da região também está
sendo destacada nas pesquisas, uma vez que ela também pode revelar dados
importantes sobre o magmatismo ocorrido.
As
pesquisas no local não se limitam somente ao estudo petrográfico da caverna,
mas também ao estudo das formas de vida que habitam seu interior. O
levantamento faunístico está sendo feito pelo estudante de biologia André Michalezyszyn,
que busca com seus estudos levantar quais formas de vida se utilizam da caverna
para sobreviverem, bem como o estudo florístico do seu entorno e
inter-relações.
Esses estudos trazem avanços culturais, científicos
e ambientais para o município de Palmital e região, contribuindo para o conhecimento da composição da estrutura geológica, assim
como ressalta a importância de sua conservação definindo o local como área de
proteção permanente. Para isso é necessária ética profissional da equipe científica
envolvida e da comunidade que acompanha os avanços. Principalmente o respeito
vindo da população em relação às visitas de turismo na Fazenda do Sr. Basilio
Burei.
De acordo com Lucia Burei, filha e proprietária da Fazenda Casa de
Pedra, após a divulgação do “tubo lávico” feita pela mídia, à fazenda têm sido
rota de turismo. Lucia mencionou, “Nos últimos dias muitas pessoas vieram até a
fazenda para visitar a caverna das reportagens, as visitas de turismo
desrespeitam a privacidade e autoridade dos proprietários da fazenda”.
Por se
tratar de uma área particular, os proprietários devem ser consultados com
antecedência quanto ao interesse para visitar a caverna.
A área divulgada
encontra-se cercada e com passagem proibida, com o intuito de evitar a entrada
de pessoas desconhecidas que possam vir a depredar o ambiente comprometendo as
diversas atividades realizadas na fazenda e no local da pesquisa.
Na última
visita realizada ao local foi constatado que algumas pessoas têm praticado atos
de vandalismo na formação. Lixo (latas de bebida e pacotes plásticos) e nomes
de pessoas foram gravados nas rochas recentemente, isso demonstra a má conduta
por parte dos visitantes.
A
entrada de pessoas alheias à equipe de pesquisas compromete a integridade do
local e os dados e evidências para o estudo da formação geológica. Além disso,
a área é de risco podendo ocorrer um evento indesejado as pessoas que
desconhecem os procedimentos de segurança para a interpretação do local.
O
teto da caverna é irregular, evidenciando que eventualmente um bloco de rocha
pode se soltar. Existem animais peçonhentos no interior e entorno da caverna
sendo um risco de vida aos despreparados. Existem morcegos no interior da caverna,
o que torna possível a contaminação com o vírus da
raiva e outras doenças, entre outros fatores de risco para aqueles que se
ariscam nesses locais com o mínimo de conhecimento e equipamentos.
A
Prefeitura de Palmital firmou convênio com a Universidade Estadual do Centro
Oeste (UNICENTRO), a fim de garantir que a região seja explorada
cientificamente pelos alunos e profissionais da Universidade e da região.
Portanto apenas os membros da equipe de pesquisa tem acesso ao local e
permissão para pesquisar a área. Qualquer outra pessoa que viole a autoridade
dos proprietários da fazenda e as cláusulas do contrato de pesquisa com a Universidade,
será advertido e punido legalmente.
Por:
André Michalezyszyn
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
NOTA: CASA DE PEDRA: A CAVERNA DE BASALTO EM PALMITAL
Caverna
intitulada “Casa da Pedra” foi descoberta pelo Sr. Basílio Burei há 60
anos quando este estava em caçada a uma vara de porcos selvagens na
região do vale do rio Cantú, no município de Palmital, Paraná. Desde
então, a caverna somente era utilizada como abrigo para animais
selvagens e, por vezes, para abrigar caprinos das propriedades
adjacentes.
Ocorreu
que o sobrinho de seu Basílio, Miguel Burei Sobrinho, secretário do
meio ambiente do município de Palmital, publicou em seu blog fotos dessa
caverna, classificando-a como a primeira caverna de topo reconhecida no
Paraná, assim descrita por estar localizada no topo de um morro em
altitude superior a 750 metros.
Uma caverna de basalto, seria um conduto vulcânico?
Após a publicação das fotos no blog “Olho Aberto Paraná” o aluno do 2o ano
de bacharel em Geografia da UNICENTRO (Guarapuava), Geovane Ricardo
Calixto orientado pela Profa. Dra. Gisele Pietrobelli, reconheceu pelas
fotos postadas pelo Miguel Burei em seu blog que essa feição se tratava
de um raro tipo de caverna no Brasil, uma vez que tratava-se de uma
caverna no basalto. Logo, surgiu a hipótese: Seria o conduto por onde
as lavas extravasaram?
A
partir de então Geovane começou a entrar em contato com Miguel para
marcar visitas ao local e fazer o reconhecimento em campo desta que
poderia ser uma prova muito importante, podendo inclusive, esclarecer
melhor a forma de extravasamento das lavas do evento vulcânico
responsável pela presença das rochas magmáticas da região.
As geologia da área de estudo
As rochas
encontradas na área datam da Era em que os dinossauros ainda habitavam o
nosso planeta, a Era Mesozóica e são a prova do maior evento vulcânico
já ocorrido em nosso planeta. Na literatura são descritas como Formação
Serra Geral da Bacia do Paraná. Rochas pertinentes a esta Formação
recobrem parte do Centro Sul do Brasil até o Norte do Uruguai, Nordeste
da Argentina e Leste do Paraguai.
E
mais, o processo de extravasamento destas lavas não foi desvendando de
forma precisa ainda. O que torna extremamente relevante a busca por
evidências. Seria esta caverna uma dessas evidências?
A visita

O trabalho dos pesquisadores
Para que
uma hipótese possa ser confirmada é preciso realização de trabalhos de
campo e interpretações cautelosas em laboratório. É um trabalho que
exige horas de dedicação e estudo. Sendo assim, o grupo comprometeu-se
com essas análises e interpretações e com o auxílio do secretário de
meio ambiente, Miguel Burei, os trabalhos foram iniciados no dia 20 de
fevereiro de 2012. A partir desta data foram feitas coletas de amostras
de rocha, levantamento da topografia do ambiente. Ainda vem sendo
realizados estudos da estrutura do derrames que compõe o ambiente
interno e externo da caverna.
O convênio firmado para estudos
Dessa
forma, a Prefeitura de Palmital firmou convênio com a Universidade
Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO), a fim de garantir que a região
será explorada cientificamente pelos alunos e profissionais da
Universidade, sendo que, os resultados da pesquisa ficarão a disposição
da prefeitura do município para utilização em projetos de
desenvolvimento da região.
Os resultados
Os dados
preliminares sugerem de fato que a caverna se trata de um tubo de lavas,
formado quando material magmático solidifica-se formando uma crosta em
superfície. Por baixo desta crosta a lava continua a correr originando
canais de lava (tubos). Isso indica a possibilidade de que a Gruta Cantu
seja um tubo de lava ainda preservado. Se confirmado, o primeiro tubo
de lava reconhecido no Brasil, até então se julgava improvável a
descoberta de feições como estas ainda preservadas. No entanto, é
preciso a realização de mais análises. Precisamos provar cientificamente
a origem desta caverna, por isso tantos pesquisadores envolvidos no
trabalho.
Os pesquisadores
Hoje a área conta com o apoio dos seguintes pesquisadores:
Coordenação: Prof. Dra Gisele Pietrobelli
Geógrafa
- Professora adjunta ao departamento de Geografia da UNICENTRO -
Coordenadora da pesquisa em Estudos Subterrâneos -Guarapuava.
Pesquisadores envolvidos:
Breno Leitão Waichel – Professor doutor de Geologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Edison
Ramos Tomazzoli – Professor doutor do Programa de Pós Graduação em
Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor
adjunto do departamento de Geologia (UFSC).
Eliza
Tratz - Geógrafa e doutoranda do Programa de Pós Graduação em Geografia
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na linha de pesquisa:
processos geológicos/geomorfológicos.
Geovane Ricardo Calixto, graduando do curso de Geografia Bacharelado da UNICENTRO – Guarapuava – Responsável pela área em questão.
Rafael A. de Castro graduando do curso de Geografia Bacharelado da UNICENTRO – Guarapuava.
Rodrigo Mathias graduando do curso de Geografia Licenciatura da UNICENTRO – Guarapuava.
Wellington
Barbosa da Silva, Doutorando do Programa de Pós Graduação em Geografia
da Universidade Federal de Santa Catarina na linha de pesquisa processos
geológicos/geomorfológicos (UFSC).
Importante
frisar que a área encontra-se cercada, com o intuito de evitar a
entrada de animais e curiosos que possam vir a depredar o ambiente
comprometendo o meio ambiente local e dados da pesquisa.
domingo, 11 de março de 2012
Solução Concentração Molaridade
O modo como utilizamos os materias esta entimamente relacionado às suas propriedades específicas. Tais propriedades são importantes na diferenciação ou identificação de materiais.
COMPREENDENDO O VOCABULÁRIO QUÍMICO
Substância: Essência, natureza de algo. Diversas modalidades de apresentação da matéria da quimica.
Solução: Material constituindo por 2 ou mais elementos resultado em uma mistura homogênea.
Solubilidade: Propriedade especifica que depende da natureza das substância envolvidas na temperatura do sistema. A solubilidade é normalmente definida como a quantidade máxima de determinada substância que é possivel num volume determinado do solvente.
Solvente: Substâcia capaz de dissolver em outra.
Soluto: Substância que é dissolvida num solvente, a fim de fazer uma solução.
MISTURA
Heterogênea: Apresenta duas ou mais fazes, ou seja, porções com propriedades distintas.
Homogênea: Apresenta uma única fase, ou seja, tem as mesmas propriedades em todos os seus pontos.
Dissolver: Ato praticado por uma pessoa ao fazer uma solução. Ex: Nosso agradavel café com leite.
SOLVENTE UNIVERSAL
A agua é conhecida como solvente universal. Os oceanos cobrem 70% da superficie da terra, sendo um exemplo natural de uma grande solução aquosa. Oceanos, lagos e rios constituem a hidrosfera. Eles atuam como coletores para muitos dos materiais soluvéis, que vão sendo carregados dos continentes, que através dos tempos deram origem a essa imensa solução que tem 3,5% em massa de sólidos dissolvidos.
C = N soluto / V solução. logo Mol/L
Para sabermos quantos mols tem nos 30g deve-se dividir:
MOL Unidade
de Medida da Grandeza
Quantidade
de Matéria
O MOL para o estudo quimico, refere a medida de uma quantidade de substância,
com uma amostra de qualquer material. Na qumica as esécies que trabalhamos são
stremamente pequenas, devem ser medidas por uma grandeza/unidade adequada.
EXEMPLO:
Analogias quanto gradeza/unidade.
Relação
analoga do termo MOL no nosso dia-a-dia, segue o proncipio semelhante ao da
dúzia que designa 12 unidades. Para bananas utilizamos a Dúzia, para atomos e
moléculas utilizamos o MOL que representa uma certa quantidade. São termos que
representam uma determinada quantidade.
O MOL representa uma valor definido por uma constante chamada "Constante
de Avogadro". Quando falamos em MOL e medimos as quantidades quimicas em
MOL, estamos falando de uma quantidade proxima de 6,02 × 1023
mol-1.
EXEMPLO: Amostra de agua com 1
MOL de moléculas de agua, indica que temos um sistema com um numero enfâme de 6,02 × 1023 mol-1. de moléculas de agua.
CONCENTRAÇÃO CUMUN
Concentração comum (C) ou simplesmente Concentração é definida como: " A razão existente entre a massa do soluto e o volume da solução"
A concentração comun de uma solução espressa a massa de soluto presente num certo volume se solução. E solução é o nome dado para toda a mistura homogênea, mistura na qual não se reconhce fazes.
Supondo que em um frasco existe 500 ml agua e 30g àcido cloridrico HCL dissolvido nessa agua, portanto uma solução de àcido cloridrico aquoso HCL (aq).
SOLVENTE: Agua + SOLUTO: HCL = HCL (aq) A junção resulta na slução.
Sabemos que existe HCL dissolvido na agua, mas não sabemos a concentração de g/l de HCL ou quantos Mols de àcido clorodrico para cada litro de agua. Para isso existem formulas que foram criadas para expressar a concentração de uma solução.
Matematicamente ela é expressa pela fórmula:

Onde C = Concentração comum e sua unidade no SI é dada em g/L;
m1 = massa do soluto em g;
v = volume da solução em L.
RESOLUÇÂO.
30g de HCL
500 ml = 500/1000= 0,5 l
Neste caso é necessario converter ml e litro, basta dividir por 1000.
C = 30g/0,5 l = 60g/l
Então, a cada litro de solução eu tenho 60g de solução de acido cloridrico.
MOLARIDADE
A concentração em quantidade de matéria de uma solução expressa a quantidade em mols de uma soluto presente em cada decimetro cubico de solução. No SI, a quantidade de matéria (n) é expressa por meio da unidade MOL.
C = N soluto / V solução. logo Mol/L
Quantidade de matéria de soluto dividido pelo volume de solução.
Para isso é necessário auxilio da tabela periódica em busca da massa molar
H: 1 + CL:35,5 logo= 36.5g/mol
Para sabermos quantos mols tem nos 30g deve-se dividir:
30 / 36,5 = 0,82 mol aproximadamente.
C = 0,82 / 0,5 l
1,64 mol/l
1,64 mol/l
Então a cada litro de solução se tem 1,64 mol de soluto, nesse caso como se trata de 500ml logo tenho 0,82 ml.
Referência: Quimica manual do professor. PERUZZO F. M. & CANTO E. L. 2010
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
CÂNCER
O
câncer é uma das doenças mais importantes que afeta a população humana, devido
à alta freqüência de ocorrência na medicina, podendo ser fatal, mesmo com
tratamento. O câncer é um distúrbio genético no qual o controle da proliferação
celular está perdido. O mecanismo básico em todos os cânceres é a mutação, seja
na linhagem germinativa ou, com muita mais freqüência, nas células somáticas
(THOMPSON & THOMPSON, 2001).
Um grande número de teorias foi proposto
para explicar o câncer, hoje reconhecemos que a maioria, senão todas surgem por
defeitos no DNA. Quanto maior a alteração no DNA, mais a mutação afeta seus
portadores, e maior será a probabilidade de desenvolvimento de câncer. Muitas
trocas mutacionais serão para pior e terão coeficientes negativos (RIDLEY,
2006).
Em resposta a um conjunto complexo de
sinais internos e externos, células normais
crescem, se dividem, amadurecem e morrem. Células normais recebem sinais
estimulatórios como inibidores, e seu crescimento e divisão são regulados por
um equilibrio. Nas células cancerosas os sinais são pertubados, oque faz com
que uma célula prolifere a uma taxa anorrmalmente alta. A medida que perdem sua
resposta aos controles normais, as células cancerosas gradualmente perdem sua
forma regular e limites, dando origem a uma massa distinta de células anormais (PIERCE, 2004).
Esse controle genético é exercido por duas
classes de genes especificos, os proto-congenes, que controlam o crescimento
celular e a diferenciação do organismo, podendo inclusive transformar-se em
oncogenes, que são genes dominantes no nível que codifica proteína estimuladora
do crescimento. E os anticongenes ou genes de supressão tumoral que regulam o
crescimento anormal, inibindo-o. Alterações nessas duas classes de genes
explicam a proliferação desordenada vista nos cânceres humanos (BORGES M. R. & ROBINSON W. M. 2011).
O câncer não é uma doença única, mas
sim um nome para descrever as formas mais virulentas de neoplasia, um processo
de doença caracterizada por uma proliferação celular desordenada, que leva a
uma massa ou tumor. Para um neoplasma ser um câncer, entretanto, ele tem que
adicionalmente ser maligno, o que significa que seu crescimento não é mais
controlado e o tumor é capaz de invadir os tecidos vizinho ou se espalhar para
sítios mais distantes, ou ambos. Existem três formas principais de câncer, os
sarcomas nos quais o tumor surgiu em tecidos mesenquimal, os carcinoma que se
originam no tecido epitelial, e as hematopoéticas e linfóides que se espalham
pela medula óssea, pelo sistema linfático e pelo sangue (THOMPSON &
THOMPSON, 2001).
Os cânceres
podem ser hereditários, alguns tipos especificos tedem a ocorrer em família. O
retinoblastoma por exemplo, é um câncer infantil raro da retina, aparece com alta frequência em algumas famílias e é
herdado como uma caracteristica autossômica dominante, oque sugere um único
gene responsável pela doença, porém apenas 20% dos casos de câncer são
genéticamente herdados, enquanto a grande maioria 80% ocorre devido influência
ambiental. (BORGES M. R. & ROBINSON W. M.
2011).
O Câncer é uma doença
genética. As mutações em vários genes são geralmente necessárias para produzir
câncer. Se uma dessas mutações é herdada, menos mutações somaticas são
necessarias para que o câncer se desenvolva, e a pessoa pode ter uma
predisposição ao câncer. Embora o Câncer seja fundamentalmente uma doença
genética, a maioria dos cânceres não é herdada, a maioria dos canceres e
influênciado por fatores ambientais ou fatores de risco (PIERCE, 2004).
O desenvolvimento de células cancerígenas
pode ocorrer tanto por fatores hereditários quanto ambientais. O câncer é uma
doença genética, mas não há contradição em considerar o papel do ambiente na
carcinogênese. Os agentes ambientais podem ser químicos, físicos e biológicos.
Atuam como mutágenos que causam mutações somáticas que por sua vez, são
responsáveis pela carcinogênese. (THOMPSON & THOMPSON, 2001).
O termo “risco” refere-se à probabilidade
de um evento indesejado ocorrer, utilizado para definir a probabilidade de que
indivíduos sem certa doença, mas expostos a determinados fatores, adquiram esta
moléstia. Constituem-se em fatores de risco de natureza ambiental o Tabagismo,
os Hábitos Alimentares, a Radiação, o Alcoolismo, Medicamentos, Hábitos Sexuais
e fatores Ocupacionais.
Entende-se por ambiente o meio em geral,
o ambiente ocupacional, o ambiente de consumo, e o ambiente social e cultural. Conhecer o perfil epidemiológico dessa doença
em uma determinada região é fundamental para futuras implantações de centro de
prevenção e tratamento dos casos de câncer, bem como apontar possíveis fatores
de risco relacionados à
ocorrência de novos casos. Vigilância
epidemiológica é o conjunto de atividades que proporciona as ações para
conhecer, detectar ou prever qualquer mudança que possa ocorrer nos fatores
condicionantes nos processos saúde-doença com finalidade de reconhecer as
medidas indicadas que levem a prevenção e controle das doenças. Entendemos a
saúde e a doença como processos tanto individuais como coletivos, que se
desenvolvem dentro de um núcleo biológico afetado pelos processos sociais, que
por sua vez são dimensões da realidade com passado e futuro. (QUEVEDO, 1990).
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