Lei da conservação da massa (Lei de LEVOISIER)

"Na natureza nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma" ANTOINE LAURENT LAVOISIER (1743 - 1794)

A expressão que o Sr. Herbert Spencer emprega "a persistência do mais apto", é a mais exata e algumas vezes mais cômoda. A Origem das Espécies - Charles Darwin ( 1809 - 1882)

“Nada em biologia faz sentido senão sob a luz da evolução”. Theodosius Dobzhansky (1900- 1975)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Adeus Céu Azul



       A banda conquistaria sucesso internacional nos anos 70 com os álbuns conceituais The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall.
       Alegando diferenças criativas com o grupo, Waters deixou o Pink Floyd em 1985, iniciando uma batalha legal com os membros restantes pelo direito futuro de usar o nome e o material do grupo. A disputa encerrou-se em 1987, e levaram quase dezoito anos para que ele tocasse novamente com o Pink Floyd.
Oooooooo ooo ooooo oooh
Você já viu os apavorados?
Você já ouviu as bombas caindo?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Conceitos biogeográficos


TEXTO SINTETIZADO
Elementos
(revista trimestral)
Elementos No.41, Vol. 8, Março-Maio 2001
Raúl Contreras Medina.   
Isolda Luna Vega.  
Juan J. Morrone.

          As mudanças nos métodos são as mais poderosas armas do progresso. Encontrar um novo fato pode ser muito importante para a ciência, mas para desenvolver um novo método para interpretar acontecimentos mundiais do passado, presente e pelo menos em parte o futuro é ainda mais importante. As vantagens de um novo método são afirmadas com base na sua eficiência. Nunca houve um caso na história da ciência em que um método mais eficiente foi trocado por um menos eficiente (LEÓN CROIZAT, 1964: VII).
      A Biogeografia é a disciplina que estuda a distribuição dos seres vivos, tanto no tempo como no espaço, considerando também os processos que deram origem a esta distribuição. Basicamente, esta disciplina apresenta duas vertentes: a biogeografia histórica e biogeografia ecológica (Morrone et al., 1996).
       Dentro da biogeografia histórica existem três abordagens contemporâneas para explicar a distribuição dos seres vivos, ou seja, a dispersão, a Panbiogeografía e a biogeografia cladística. Destas a mais antiga é a biogeografia dispersalista, que é considerada oriunda das idéias de Darwin e Wallace em meados do século XIX (Morrone e Crisci, 1992). Esta abordagem trabalha com táxons individuais, o que significa que os organismos é que se dispersam em uma geografia estável. Em reação à biogeografia dispersalista em meados do século XX surge a Panbiogeografía, que foi originalmente proposta por Leon Croizat (1958).      Ele enfatizou a análise conjunta de diferentes espécies para procurar padrões comuns de distribuição, para evitar a análise de um único táxon como era tradicional. Isto porque organismos com diferentes capacidades de dispersão podem partilhar semelhanças em suas distribuições, qualquer distribuição de plantas em uma forma ou de outra tem sua contrapartida em animais (Craw et al., 1999). A partir da combinação de Panbiogeografía com a sistemática filogenética de Willi Hennig, surge a biogeografia cladística nos anos setenta (Espinosa e Llorente, 1993, Morrone et al., 1996). Apesar das diferenças entre as abordagens conceituais e metodológicas para a biogeografia dispersalista e Panbiogeografía, por vezes confundindo alguns de seus termos. Nosso objetivo é diferenciar e discutir alguns conceitos de ambas as escolas a partir de nossas experiências docentes com alunos dos cursos de biogeografia.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A ESPECIAÇÃO

         
  Processo que leva uma espécie a se dividir
         
     Um mistério sobre a evolução das espécies pode ter sido resolvido por biólogos da Universidade da Califórnia em San Diego (Estados Unidos). Estudando os genes e o comportamento de pássaros, eles identificaram como uma espécie pode se dividir em duas que não se cruzam mais. As etapas intermediárias desse processo - que os cientistas descreveram pela primeira vez - constituem, segundo eles, o 'elo perdido' que Darwin tentou encontrar para sustentar sua teoria da seleção natural. O estudo foi publicado em 18 de janeiro na revista Nature.
     Segundo Darren Irwin, coordenador da pesquisa, durante a última era glacial, quando a Sibéria se dividiu em pequenas 'ilhas' de floresta, as populações de Phylloscopus trochiloides foram confinadas ao sul da área em que viviam anteriormente. Quando a floresta voltou a se expandir, as aves teriam seguido para o norte circundando o planalto tibetano por dois caminhos diferentes (pelo leste e pelo oeste). Depois, elas se reencontraram no centro da Sibéria, mas já estavam tão mudadas que não se cruzavam mais - haviam se tornado espécies distintas.                                                              

                        (foto: Darren Irwin/UCSD)
      O quadro corresponde àquilo que os cientistas chamam de um 'anel de espécies' (ring species) - situação em que uma cadeia de populações se divide por causa de fatores geográficos. Uma vez separados, os grupos de indivíduos, ao se adaptarem ao novo meio, sofrem mudanças graduais (genéticas, morfológicas e comportamentais) ao longo de várias gerações. Isso pode levar à especiação, quando os grupos se tornam tão diferentes que, embora venham da mesma espécie, não se cruzam mais.
    Esses 'anéis' permitem identificar as diversas etapas do processo de especiação, das pequenas divergências observadas em populações vizinhas às diferenças que distinguem uma espécie de outra. A partir da localização de um anel contínuo de populações de Phylloscopus trochiloides em torno do planalto tibetano, os cientistas descobriram variações graduais nos padrões de canto, na morfologia e nos marcadores genéticos de 15 populações da ave. Com isso, eles puderam ligar duas espécies distintas que não se cruzavam mais a uma espécie original única.
       Para estudar o comportamento dos P. trochiloides, os cientistas gravaram o canto de machos, levaram as gravações para a floresta e avaliaram a reação de outros pássaros. Eles descobriram que os dois grupos de aves da Sibéria central que não se cruzam porque não reconhecem os cantos uns dos outros. "Parece que, nas populações que circundaram o planalto tibetano pelo oeste, o canto dos machos para atrair fêmeas se tornou mais longo e complexo", disse Irwin à CH on-line. "A pesquisa será útil para a compreensão do processo evolutivo em outras espécies."

Andressa Camargo
Ciência Hoje on-line/RJ
22/01/01